Eduardo Bolsonaro se oferece como cruzado por “fim da esquerda” na América Latina

Edição Brasil no EL PAÍS Afonso Benites

A fila eram 60 pessoas pacientemente organizadas ao lado de livros de autores liberais, como Gilbert Chesterton ou Ludwig Von Misses, e araras com camisetas com lemas que exaltam o armamento da população (um deles era “Você não vai combater a violência soltando pombas”). Elas esperavam justamente a chegada de Eduardo. Queriam tirar uma foto com o deputado federal do PSL de São Paulo que teve a maior votação do país neste ano, mais de 1,8 milhão de votos. Aperta e sacode mãos, distribui tapinhas nos ombros e, vez ou outra, recebe um beijo no rosto. O evento só começa depois que termina a fila dos fãs do “chanceler paralelo” do futuro Governo Bolsonaro - o deputado foi aos EUA se apresentar aos norte-americanos, não foi acompanhado do futuro ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo. O atraso já ultrapassa 50 minutos.

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